Casei, agora serei feliz!
- Fernanda Barros
- 2 de nov. de 2023
- 4 min de leitura
“Agora sim: oficialmente casados (as), felizes e remando na mesma direção.”
Será esse o final feliz? Ou esse é o início de uma construção desconhecida? Afinal de contas, casar é o final ou o início? O que queremos e o que realmente encontramos quando vamos morar juntos?
Seja bem-vinda (o) a essa leitura! E se você está aqui é porque também quer saber sobre a vida a dois ou a três.
Quem nasceu antes dos anos 90, assim como eu, cresceu com a história pronta para ser executada. Estudar, não engravidar na adolescência, namorar, casar, ter filhos, colocar eles na faculdade e ser avós.
Um roteiro perfeito e fácil de ser executado! SQN (só que não)
O casamento desempenha um papel importante na vida de muitas pessoas e é uma parte significativa da cultura e da sociedade em muitas partes do mundo. No entanto, as percepções e práticas relacionadas ao casamento podem variar muito de uma cultura para outra e estão sujeitas a mudanças ao longo do tempo.
Morar debaixo do mesmo teto, às vezes, traz algumas questões que antes não existiam na relação, chegamos em um momento que é necessário falarmos de ajustes, mas para alguns casais é normal substituir esse momento de ajustes, por guerra de casal ou fingir que está tudo certo ou até mesmo finalizar a relação. Além disso, muitos casais deixam de ser individuo para ser casal, dois se tornando um, vamos falar disso mais a diante.
Guerra de casal, é aquele momento da relação em que cada um quer provar seu ponto, onde nenhum ouve o que é dito. Ambos estão preparados para a próxima discussão, sem chegar a resultado nenhum ou chegar a um resultado que beneficie apenas um. A guerra do casal pode se estender por meses e até anos. Alguns casais, até passam a acreditar que relacionamento é isso. Lembrando que, só existe problema quando existe sofrimento para alguém da relação.
Outros casais usam como ferramenta o “jogar para debaixo do tapete”, muitas vezes, esses casais se apresentam como “casal fofo”, “feitos uma para o outro”, mas podem estar passando por diversos sofrimentos, como por exemplo, se sentir injustiçada(o), abandonada (o), sobrecarregada (o) etc. E às vezes, sem saber como expressar ou ter espaço para falar dos sentimentos, essa pessoa se cala e vai “murchando”.
Para algumas pessoas é simples resolver essas questões, elas sentam e ajustam ou se separam. Mas e você?! Está em guerra e vivendo em relação de sofrimento?
Existem muitas formas de estar em uma relação e cada casal vai encontrar o seu jeito de se relacionar.
Não existe roteiro! Existe o jeito que faz bem para ambos na relação.
O casamento precisa ser construído a partir da singularidade de cada um, e é preciso rever, analisar e reconstruir sempre, utilizando as qualidades que se destacam de cada um. À medida que as pessoas mudam, a relação precisa se adaptar a essas mudanças. A capacidade de fazer ajustes permite que o relacionamento evolua e cresça de acordo com as situações e as necessidades do casal. Os ajustes desempenham um papel crucial na manutenção de uma relação saudável.
E o que são esses ajustes?
São as mudanças e adaptações que um casal faz para lidar com desafios, conflitos ou mudanças nas situações ao longo do tempo. Os problemas não vão acabar, é preciso aprender a lidar com eles! E isso requer comunicação aberta, empática, comprometida e disposição de trabalhar juntos.
Aqui vai algumas áreas da relação que podem necessitar de ajustes:
Comunicação: em muitos relacionamentos não existe espaço para diálogo claro, muitos casais ainda se comunicam “entre linhas” ou “pisando em ovos” e até mesmo através do “achismo”. Melhorar a forma como você se comunica com a parceria, resolve os conflitos de forma mais construtiva e menos destrutiva.
Intimidade: em relacionamentos adoecidos a intimidade vai ralo abaixo e às vezes até uma troca de carinho se torna algo raro. Manter a intimidade emocional e física ao longo do relacionamento, corresponde as necessidades e desejos da parceria.
Aceitação: todos somos diferentes e nos relacionamentos as diferenças, muitas vezes, vem como o inimigo. Reconhecer e aceitar as esquisitices e singularidades do parceiro é importante para um relacionamento saudável.
Espaço de casal e espaço individual: muitas pessoas esquecem de si quando vão para um relacionamento, deixando de lado seus desejos e sonhos. Equilibrar o tempo que passam juntos e o tempo individual é crucial para manter a independência e a intimidade.
Lembrando que, fazer ajustes não significa renunciar a suas próprias necessidades e desejos de forma injusta. Em uma relação saudável, os ajustes devem ser mútuos e equilibrados. A capacidade de encontrar um equilíbrio entre as necessidades individuais e as necessidades de relacionamento é o que torna uma relação saudável.

Cultivar a individualidade é fundamental para viver na relação e desempenhar um papel construtivo. Para entrar em um relacionamento é preciso manter individualidade e em paralelo construir com o outro, a relação. Conhecer a si mesmo é o pilar para ter um relacionamento saudável. Ao cultivar a individualidade, você ganha uma compreensão mais profunda de suas próprias necessidades, desejos, valores e limites. Isso ajuda a comunicar de maneira eficaz o que você quer e precisa em um relacionamento. A individualidade ajuda a reduzir a dependência emocional em um relacionamento. Isso significa que você não está colocando toda a sua felicidade e autoestima nas mãos de outra pessoa. Em vez disso, você mantém um senso de autoestima e bem-estar independentemente do seu estado civil ou dos relacionamentos que tem.
Em resumo, a individualidade é uma parte vital para viver em um relacionamento saudável.
Com carinho,
Fernanda Barros
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