Encontro
- Fernanda Barros
- 20 de jun. de 2022
- 2 min de leitura
“O primeiro encontro foi de muitas risadas e conversas bobas, no segundo a atração física falou mais alto e já no terceiro encontro somos perfeitos um para o outro.”
A paixão arrebata muitos corações, causa estranhamento físico, facilita o acesso a sentimentos e emoções, talvez, nunca sentidas antes. Uma fase caracterizada pela presença de estresse, compulsão, obsessão e ansiedade de um “felizes para sempre”.

Para alguns autores essa fase é denominada como "demência temporária", isso é explicado pela impossibilidade de ser autêntico diante do outro, a paixão reduz o sentimento de medo, deixando a visão distorcida e a razão embriagada, impossibilitando de se enxergar o outro verdadeiramente, podendo causar danos físicos e emocionais.
Quando a paixão vai passando os sentidos vão se normalizando, e conhecer o outro começa se tornar algo mais real. A autenticidade que antes não aparecia na relação começa a surgir e com ela os defeitos e vulnerabilidades de cada um. Tornando um momento decisivo de escolha.
Tornando-se um casal, parte para busca de escolhas mais conscientes, mais benéficas para o par, mas isso não significa que esse momento da relação estará tudo perfeito para ambos.
Podemos pensar essa fase da relação como um barco a vela à deriva no mar.
É preciso ajustar os planos, tomar decisões, lidar com os defeitos e imprevistos e principalmente alinhar acordos de onde se quer chegar.

Construir uma relação afetiva é uma busca diária por qualidade de vida.
“Quando falamos em qualidade de vida numa relação estamos nos referindo tanto à saúde física quanto à emocional e à ocupacional. Na vida adulta, relacionamento e trabalho são as duas áreas que mais ocupam o tempo das pessoas.” (Tati Perez). Sendo assim, é preciso plantar e cultiva o bem estar na relação. Não basta estar no barco é preciso guiá-lo com a parceria.
Quando esses alinhamentos não estão fazendo bem ao casal ou a uma das pessoas, é preciso rever o plano, dialogar sobre as dificuldades e realinhar a direção, construindo uma vida a dois mais saudável a longo prazo.
Um abraço,
Fernanda
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